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Suplemento Cronica 615 – A Outra Crônica

Suplemento Cronica 615 - A Outra Crônica 1

Ri otimista e desbocada. Não lhe dê conta do 7 que se desenha no teu rosto, cornada de ombro e gangsteril que relembrar todos os dias ao se barbear. Um nervo da face ficou tocado, e que de momento a sobrancelha direita não responde.

Ainda lhe dói o cerzimento que percorre teu escroto. Às vezes sangra, já que se lhe abrem as suturas. “Eu tenho um macacão de motociclista para o segurar. Eu tenho mais pontos no organismo que o Real Madrid em duas temporadas”, desliza com socarronería.

a peito -sem tilintar de virgens ou cristos de ouro, uma vez que não tem credo – frente outra ferida horrorosa como um ajuste de contas. Lhe afeta o ombro e “no momento em que tudo o peito queima como um demônio”, reconhece. O dia 15 de julho, a morte afiou a foice pro toureiro Luis Francisco Esplá (que felizmente cumprirá 50 anos no próximo dia 19 de agosto), na praça franco-catalã de Ceret.

  • Um A Arcadia
  • Farandulero/a: amador figuras, eventos de entretenimento
  • Desculpar sinceramente
  • Localização: Junín (sede central) e Pergaminho
  • Time of our lives (Pitbull & Ne-Yo)
  • um Créditos de geração

O porta-malas voltados roupa de flanela, estoques, muletas e instrumento que pesam o dobro após uma surra grande. “Me tira o ombro ainda. Tenho que recuperar o movimento com o fisioterapeuta”, diz, durante o tempo que verifica a agilidade de tuas pontas com o peso das telas. Despoja-Se de óculos de sol, marca Oakley, e calça umas manoletinas de saldos.

“São uma luva”. A trabalhar. A forma de medir cada passo, cada terreno. Não poderá correr, imprudência supina, e se limita a estar ao tire de sua haste perto do burladero. “Desahógalo e dê-lhe o peito. Não lhe ponhas o pico, ofereça a barriga da muleta. ” ressoam suas indicações pra regularização.

Entre passe e passe, o horizonte de depois de amanhã: “Numa semana estarei como novo. Não consegui nem tomar uma cerveja por causa de tenho estado com antibióticos para todas as horas”, detalha. Acabou a tenta e o suor abrillanta a cicatriz do rosto. Para recomponerlo, um cirurgião plástico afanó com o laser. “Se chanfradura da cicatriz com mimo e unem os lados para que a ferida não seja escandalosa”, comenta Esplá, e acrescenta com certa aflição que “em França têm dado um exemplo de coordenação. Se me passa numa vila de Portugal como eu não estou aqui e deixam-me o rosto feito um Cristo”.

Tudo aconteceu rápido, com decisões súbitas e bem sucedidas. Tão rápida foi a sua milagrosa cura. O cantor segue à risca as curas na sua moradia levantino. Apesar de rivalidades e mitos de desapego, o resto do sangue, a todo o momento chama o ferido quando o acaso é delicado.

“Mesmo com o que você ganha ao matar-se inteira como você está”, declara. “Há piás que irrigam Portugal com o seu sangue. Para mim o que aconteceu faz quota do orçamento. Levamos com a maior naturalidade possível”, desmitifica as fodas.

Longe do clichê da esposa abnegada e lorquiana (dessas de rosário pela direita e móvel na esquerda, esperando que termine a tarefa), sua esposa Mimi Taruella supera os problemas sem tremendismos. Felizmente já tem o marido em residência.

Com a anatomia ainda desencajada, Esplá vai para a pintura na intimidade. Os pincéis lhe curam. Conta que prepara uma série de ilustrações para cupons de Onze em Alicante. Isso sim, antes da encomenda gráfico esperam para ti compromissos de aúpa.